domingo, 8 de fevereiro de 2026

BIBLIOGRAFIA : « A meia grosa de livros que escrevi... »

 

… «A meia grosa de livros que escrevi foram de facto para mim, em tanto que obra de criação e exalçamento, como igual número de vinhas que plantasse. Nesta faina exaustiva tive de desatender à vida de relações, não cultivar como devia a amizade, remeter os meus à vis própria quando poderia com um pouco de arte, salamaleque, e o quantum satis da desvergonha cívica nacional, consagrada e triunfante, guindá-los a ministros ou banqueiros. Permiti ainda, levado na minha obsessão, que os gatunos oficiais e de mister me metessem as mãos nas algibeiras, os pirangas me ludibriassem, e toda a canzoada humana me ladrasse impunemente. Numa palavra, a vida utilitária, o arranjinho, a conveniência mundana nunca me roubaram um minuto de labor. Valeu a pena toda esta existência de sacrifício, de que ninguém se apercebeu, que ninguém me agradece, de que aliás ninguém me encomendou o sermão? Em minha consciência não sei responder. »

(Excerto da dedicatória do livro Quando os Lobos Uivam ao Dr. Francisco Pulido Valente, datada de Dezembro de 1958).

                                                         

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                                                  *

«Aquilino Ribeiro iniciou a vida de escritor, publicando o primeiro livro no ano de graça de 1913. Em quarenta e sete anos tem sido incessante a sua lavra. Vai em mais de sessenta o número de obras -- romances, contos, história, novela, biografias, traduções -- e em muitas centenas de artigos publicados na Imprensa periódica, desde o jornal diário e de grande expansão até à revista de pequena tiragem, doutrinária e de recreio, às publicações técnicas, como as de biblioteconomia.»

Manuel Mendes, "Aquilino Ribeiro - a Obra e o Homem", Editora Arcádia (1960).

 

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BIBLIOGRAFIA  (Aditamento)

 

 - Valeroso Milagre. Novela. 1921. Saiu no Suplemento Literário do «ABC», em Outubro, com o nº 68.

 -  A Traição. Novela. 1921. Saiu na colecção «Leitura de Hoje».

 -  Recreação Periódica.  Dois volumes. 1922. É a tradução do livro do Cavaleiro de Oliveira, «Amusement Périodique», com uma extensa introdução de Aquilino. O prefácio, foi, com ligeiríssimas adições, publicado em separata sob o título:

 -  O Cavaleiro de Oliveira. Estudo crítico e biográfico. 1922.

 - Anatole France – Conferência1923. Posteriormente Aquilino inclui esta conferência, em que analisa a obra de um dos seus mestres, no volume de ensaios Por Obra e Graça, de 1940.

-  Brito Camacho. 1942. Biografia. De colaboração com Ferreira de Mira, tendo este feito o «político» e Aquilino o prefácio e o «homem de letras».

 -  Camões e o Frade na Ilha dos Amores. 1946. É um opúsculo de 31 páginas sobre os Lusíadas e a censura de frei Bartolomeu Ferreira, publicado nos «Cadernos Históricos» dirigidos por Rocha Martins.

 -  A Edição Princeps, dos Lusíadas. 1949. Estudo de crítica bibliográfica e literária, publicado em separata do «Boletim da Junta da Província da Estremadura».

 -  Sonho duma Noite de Natal. 1956. Conto ilustrado por Bernardo Marques. Brinde de Natal do «Mundo do Livro».

 -  Soldado que Foi à Guerra. 1956. Conto extraído de Caminhos Errados, onde apareceu com o título de Chumbo, publicado na colecção «Novela».

 -  Os Olhos Deslumbrados. 1957. Conto extraído de Filhas de Babilónia e publicado pelo «Diário de Lisboa». Ilustração de Carlos Botelho.

 -  Mina de Diamantes. 1958. Novela inédita incluída em O Malhadinhas (edição de 1958).

 -  Discurso de Recepção na Academia. 1958. Separata do Boletim da «Academia das Ciências de Lisboa».

-  Páginas do Exílio-Cartas e Crónicas de Paris2 volumes. Ilustrações de Leal da Câmara. Recolha de textos e organização de Jorge Reis.

 

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